segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Catolicismo. Budísmo.

Sempre fui católica apostólica e romana, mas encontrei algo que me preenche a alma.. O Budismo e tudo que se integra nesta religião...
No budismo não há julgamentos.... não ha céu nem infernos.... não há pecado... há a busca interior, a procura da luz, o bem, a observação... uma religião libertadora sem repressões que muitas vezes os ensinamentos católicos nos dão.

No cristianismo acaba-se por vezes por se julgar e ver criticamente quem peca, mesmo defende o bem e o perdão assim como a compaixão.
No budismo ensina-se a pessoa a melhorar-se sem criticas nem julgamentos morais...
Se conseguirmos aproveitar os ensinamentos positivos de de ambos tudo é bem melhor e a aprendizagem e evolução interior tornar-se-à a um nível superior.

Ao contrário do pensamento comum, o budismo não é uma religião, pois não existe um Deus criador, não existem dogmas e nem proselitismo, porém também não seria correto denomina-la apenas como uma filosofia, pois aborda muito mais do que uma mera absorção intelectual. O Budismo não tem uma definição, tendo aquela que qualquer praticante lhe queira atribuir, contudo poderemos denominá-la de caminho de crescimento espiritual, através dos ensinamentos dos Buddhas.
Estátua monumental de Buda em Kamakura

Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objectivo é o fim do ciclo de sofrimento, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana.

O ponto de partida do budismo é a percepção de que o desejo causa inevitavelmente a dor. Deve-se portanto eliminar o desejo para se eliminar a dor. Com a eliminação da dor, se atinge a paz interior, que é sinônimo de felicidade.

A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (sila), concentração meditativa (samadhi), e sabedoria (prajña).

Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum às religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamísmo).

A base do budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação (Dukkha) inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.

Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação (Dukkha), a impermanência (Anicca) e a ausência de um "eu" independente (Anatta).

A flor de lótus e a cruz suástica são símbolos do Budismo (ver simbologia budista).




"Feliz aquele que vence o egoísmo, alcança a paz, encontra a verdade. A verdade liberta-nos do mal; não há no mundo libertador igual. Confia na verdade, mesmo que não sejais capazes de compreendê-la, mesmo que no começo vos pareça amarga a sua doçura."


"Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias."


Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre reflectir todo o homem e toda mulher."

Om mani padme hum

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